Mensagem

VIDA SIMPLES - Sermão do monte – O Reino é Justiça

Introdução

Mateus 5: 6 Bem-aventurados os que têm fome e sede de justiça, pois serão satisfeitos.

Mateus 5:16 Assim brilhe a luz de vocês diante dos homens, para que vejam as suas boas obras e glorifiquem ao Pai de vocês, que está nos céus.

Mateus 6:1 Tenham o cuidado de não praticar suas ‘obras de justiça’ diante dos outros para serem vistos por eles. Se fizerem isso, vocês não terão nenhuma recompensa do Pai celestial. 2 Portanto, quando você der esmola, não anuncie isso com trombetas, como fazem os hipócritas nas sinagogas e nas ruas, a fim de serem honrados pelos outros. Eu lhes garanto que eles já receberam sua plena recompensa. 3 Mas quando você der esmola, que a sua mão esquerda não saiba o que está fazendo a direita, 4 de forma que você preste a sua ajuda em segredo. E seu Pai, que vê o que é feito em segredo, o recompensará.

·         Mateus: ex-coletor de impostos, judeu, apresenta provas irrefutáveis de que Jesus é o Messias esperado, Filho de Deus, e está inaugurando o Reino de Deus na Terra.

·         54 vezes Mateus cita o ‘Reino dos céus’, ‘Reino de Deus’, ou ‘Reino’.

·         É o Evangelho que mais vezes cita dinheiro e valores.

·         O Sermão está no início do ministério:

1.      Justificados por Jesus

·         O que isso significa? Justificar é declarar justo com Deus.

·         Deus declara justos os que recebem a Cristo (aqueles que ‘param de resistir à graça’).

2 Cor 5:21 Deus tornou pecado por nós aquele que não tinha pecado, para que nele nos tornássemos justiça de Deus.

Romanos 3:21 Mas agora se manifestou uma justiça que provém de Deus, ... 22 justiça de Deus mediante a fé em Jesus Cristo para todos os que creem. Não há distinção, 23 pois todos pecaram e estão destituídos da glória de Deus, 24 sendo justificados gratuitamente por sua graça, por meio da redenção que há em Cristo Jesus.

·         Deus é justo, e não seria justo nos isentar da culpa gratuitamente.

·         Só havia um Caminho: alguém deveria pagar. Alguém com ‘crédito’.

·         Mat. 25: parábola dos talentos: todos receberam, nem todos obedeceram:

Mateus 25:41 Então ele dirá aos que estiverem à sua esquerda: ‘Malditos, apartem-se de mim para o fogo eterno, preparado para o Diabo e os seus anjos. 42 Pois eu tive fome, e vocês não me deram de comer; tive sede, e nada me deram para beber; 43 fui estrangeiro, e vocês não me acolheram; necessitei de roupas, e vocês não me vestiram; estive enfermo e preso, e vocês não me visitaram’.

·         Só se crermos que fomos salvos exclusivamente pela graça, cuidaremos do pobre com motivação correta.

2.      Bem-aventurados

·         A renovação da mente (Rm 12:2) passa pela nova compreensão da vida.

·         ‘Fome, sede’: nossas necessidades mais essenciais -> esforços e prioridades

·         Fome é algo natural, não é algo ensaiado.

·         Ética do idealismo legalista: ‘somente se agirmos desta maneira, teremos estas consequências’.

·         A sabedoria profética aponta para a ação de Deus que nos liberta para podermos viver esta realidade: alguém que chora e é consolado.

·         O idealismo legalista: (1) o homem não é o que deveria ser, e (2) se ele se esforçar bastante poderá alcançar o resultado (bem-aventurança).

·         A sabedoria profética: (1) são afirmações a discípulos q já participam da graça através da presença do Espírito Santo, e (2) promete realidades presentes porque Deus já está agindo na vida de cada um.

·         Não é graça barata, que me isenta de agir, mas graça que capacita a agir.

·         Reino de ponta-cabeça: o inverso do q o mundo prega. Inversão de valores.

3.      Obras de justiça

·         A palavra justiça: + 1.000 vezes na Bíblia.

·         Grego ou romano não davam valor à caridade. Judeu dá destaque.

·         3 principais obrigações de uma vida de piedade: esmolas, oração e jejum.

·         Jesus trata cada um deles: esmolas, como orar e Pai Nosso e jejum.

·         A palavra hebraica para ‘justiça’ e ‘esmola’ é a mesma (ṣedāqâ).

·         Rabinos chegavam a proibir que se desse mais de 20% dízimos – principal forma de caridade e justiça social.

·         Praticamos justiça porque fomos justificados.

·         Anunciamos justiça porque alguém nos anunciou primeiro.

·         Há contradição: “brilhe a sua luz diante dos homens” e “não praticar as obras diante dos outros”?

·         Não. Obras como consequência do amor que recebemos.

·         Brilham por si só, sem nosso esforço.

Perguntas para refletir:

·         Ainda existe a sensação de que preciso fazer algo para ter acesso a Deus? Ainda tenho a tentação de executar algo para conseguir a aprovação de Deus?

·         Qual injustiça causa em você a maior ‘sede’? onde alguém que está sofrendo, espiritual ou fisicamente, pode ser libertado por algo que está ao teu alcance?

·         Qual injustiça esta igreja poderia confrontar nesta semana – uma ação simples mas prática, que levaria a justiça a alguém em situação de sofrimento?

Pr. Fridbert August