Seguir a Jesus e agir como Ele | O preço do discipulado
SEGUIR A JESUS E AGIR COMO ELE
O PREÇO DO DISCIPULADO
Introdução:
Lucas 14:26-27 “Se alguém vem a mim e ama o seu pai, sua mãe, sua mulher, seus filhos, seus irmãos e irmãs, e até sua própria vida mais do que a mim, não pode ser meu discípulo. E aquele que não carrega sua cruz e não me segue não pode ser meu discípulo".
Semana passada: abrir mão do que é ruim / pecado.
Esta semana: abrir mão de coisas boas.
“A Salvação é de graça, mas o discipulado vai te custar a sua vida” (Dietrich Bonnhoeffer).
‘Discipulado’ é uma expressão que está restrita ao meio cristão, mas que nós muitas vezes usamos e praticamos levianamente.
1. Contexto do texto de Lucas
Cura no sábado (Lei); escolha do lugar de maior honra (quero ser importante); grande banquete (prioridades).
Jesus passa de discurso semi-particular na casa de um líder dos fariseus (14:1-24) e se dirige a uma grande multidão.
Após os milagres que realizara, era uma multidão entusiasmada.
Jesus não vende um Evangelho barato para depois aumentar o preço.
Ele está ‘evangelizando’ com o mais alto preço.
No capítulo 12 havia alertado que Ele veio para trazer divisão.
Lucas 12:51 “Vocês pensam que vim trazer paz à terra? Não, eu lhes digo. Ao contrário, vim trazer divisão! 52 De agora em diante haverá cinco numa família divididos uns contra os outros: três contra dois e dois contra três. 53 Estarão divididos pai contra filho e filho contra pai, mãe contra filha e filha contra mãe, sogra contra nora e nora contra sogra”.
2. O Preço do discipulado no séc. I
Honra aos pais era mais alta obrigação e família era sua maior alegria.
Carregar a cruz (travessa horizontal da cruz) era um ato público de humilhação bem conhecido.
Castigo comum ao Seu tempo – o mesmo que Jesus seria submetido em breve.
O custo de seguir a Jesus para Seus primeiros ouvintes:
Perderiam o respeito da sociedade.
Lucas 14:11 “Pois todo o que se exalta será humilhado, e o que se humilha será exaltado”.
Viver sem aprovação familiar.
Lucas 14:26 “Se alguém vem a mim e ama o seu pai, sua mãe, sua mulher, seus filhos, seus irmãos e irmãs, e até sua própria vida mais do que a mim, não pode ser meu discípulo”.
Renunciar às suas posses.
Lucas 14:33 “Qualquer de vocês que não renunciar a tudo o que possui não pode ser meu discípulo”.
Renunciar a si mesmo.
A Mensagem: v. 33 “Simplificando: se não estiverem dispostos a renunciar até o que há de mais importante na vida de vocês – sejam planos, sejam pessoas – não estão preparados para serem meus discípulos”.
Jesus, como todo bom líder, demonstraria como isso se faz – na prática.
Renunciar a ‘tudo que possui’ é a melhor definição de fanatismo.
Renunciar a ‘tudo que possui’ é exatamente o que Jesus fez.
Foi o que os discípulos fizeram, conforme história da Igreja Primitiva, em Atos.
3. O Preço do discipulado no séc. XXI
A diferença é que Jesus pagou o mais alto preço por algo que não tinha valor – você e eu. E nós somos chamados a pagar um alto preço, pela única coisa que tem algum valor além dos anos que vivemos aqui: nosso espírito.
“Graça barata é a graça que nós outorgamos a nós mesmos. Graça barata é a pregação do perdão sem arrependimento, batismo sem disciplina, ceia sem confissão de pecados. Graça barata é graça sem discipulado, graça sem cruz, graça sem Jesus Cristo, vivo e encarnado” (Dietrich Bonnhoeffer).
“Discipulado não é algo que o homem oferece a Jesus” (Dietrich Bonnhoeffer).
Há quem diferencie Salvação de Discipulado, como duas fases. Uma coisa evidencia a outra.
Tem gente com certeza da salvação e não tem a salvação.
Parábolas das 10 virgens: somente 50% (Mateus 25) e os que chamam ‘Senhor, Senhor’ (Mateus 7).
“Somente quem crê obedece, e somente quem obedece crê” (Dietrich Bonnhoeffer).
As 100 igrejas que mais crescem nos EUA: pregam e praticam o sacrifício (Outreach Magazine).
Por que crescimento tem uma relação direta com maturidade.
E por que o mundo está cansado de entretenimento sem transformação.
“A Salvação é de graça, mas o discipulado vai te custar a sua vida” (Dietrich Bonnhoeffer).
O custo do discipulado é alto, mas o custo do não-discipulado é ainda maior.
Seu custo é trágico, eternamente trágico.
4. Ceia do Senhor:
Ação física: comida simples, pão e suco de uva. Não deve ser leviano. Não há regularidade especificada.
Ação congregacional: como igreja. Levamos a doentes, celebramos com professores do Min. CRESCER após o culto, mas é algo sério, que deve ter responsabilidade e seriedade.
Ação mental: ‘façam isso em memória de mim’ – lembrar. Não é um momento de meditação ou de relax (homens: não é hora de entrar na caixa do nada).
Ação espiritual: física e mental pode ser qualquer pessoa. Só quem nasceu de novo tem acesso à ação espiritual.
Ação auto-reflexão: examine-se e coma. Não há alternativa para não comer. ‘hoje não sinto que deva comer’ – andamos pela fé e não por sentimentos. Sentimentos devem sempre ser submetidos à nossa fé.
Ação de arrependimento: examine-se e mude de atitude.
Dignidade (não devemos comer indignamente): não dar à celebração a importância / significado devidos; não entender que o que o Senhor Jesus fez por nós foi o único caminho para nos reconciliarmos com nosso Criador. Não há pessoas perfeitas na Ceia do Senhor; mas há pessoas que faltam entendimento ou humildade. Resultado em Corinto: doenças físicas.
Ação de celebração: Nova Aliança.
Ação proclamação / divulgação / semeadura: anunciamos a morte.
5. Perguntas aos PG’s:
O que é mais difícil: abrir mão das coisas negativas / carnais, como pecados, necessidade de aprovação dos homens, justiça própria (mensagem da semana anterior); ou abrir mão de nossos planos, posses materiais, profissão, se esta for a vontade de Deus para sua vida?
Como a diferenciação entre Salvação e Discipulado pode influenciar a vida do cristão? Seremos cristãos de ‘outro nível’ se vivermos como se não houvesse essa diferença?
Compartilhem momentos das suas vidas sobre abrir mão. Como foi o processo de descobrir a vontade de Deus? Como foi o processo de atender à vontade de Deus?